sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Verão x câncer de pele

       Janeiro, férias, verão e MUITO filtro solar! Essa sim, é a combinação perfeita para se aproveitar a estação com maior incidência dos raios solares e se proteger contra o câncer de pele.

        Segundo estatísticas do Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer da pele não melanoma é o mais incidente no Brasil, com 134.170 casos novos previstos para 2012 e 2013.  Dados coletados na Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer de Pele da  Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) mostram que os brasileiros estão longe de se proteger adequadamente do sol, o que contribui para elevar a incidência do câncer de pele. 


                                          FONTE: http://www.icor.com.br/111/saiba-o-que-e-cancer-de-pele/


        Mas afinal, o que é câncer de pele?

       De acordo com a SBD, a doença é provocada pelo crescimento anormal e descontrolado das células que compõem a pele. Estas células se dispõem formando camadas e, de acordo com a camada afetada, definimos os diferentes tipos de câncer. Os mais comuns são os carcinomas basocelulares e os espinocelulares. Mais raro e letal que os carcinomas, o melanoma é o tipo mais agressivo de câncer da pele. 

A radiação ultravioleta é a principal responsável pelo desenvolvimento de tumores cutâneos, e a maioria dos casos está associada á exposição excessiva ao sol ou ao uso de câmaras de bronzeamento. Apesar da incidência elevada, o câncer da pele não-melanoma tem baixa letalidade e pode ser curado com facilidade se detectado precocemente. Por isso, examine regularmente sua pele e procure imediatamente um dermatologista caso perceba pintas ou sinais suspeitos. 


       Como prevenir?

Evitar a exposição excessiva ao sol e proteger a pele dos efeitos da radiação UV são as melhores estratégias para prevenir o melanoma e outros tipos de tumores cutâneos. Como a incidência dos raios ultravioletas está cada vez mais agressiva em todo o planeta, as pessoas de todos os fototipos devem estar atentas e se protegerem quando expostas ao sol. Os grupos de maior risco são os do fototipo I e II, ou seja: pele clara, sardas, cabelos claros ou ruivos e olhos claros. Além destes, os que possuem antecedentes familiares com histórico da doença, queimaduras solares, incapacidade para bronzear e pintas também devem ter atenção e cuidados redobrados. 


A Sociedade Brasileira de Dermatologia recomenda que as seguintes medidas de proteção sejam adotadas:
• Usar chapéus, camisetas e protetores solares.
• Evitar a exposição solar e permanecer na sombra entre 10 e 16h (horário de verão).
• Na praia ou na piscina, usar barracas feitas de algodão ou lona, que absorvem 50% da radiação ultravioleta. As barracas de nylon formam uma barreira pouco confiável: 95% dos raios UV ultrapassam o material.
• Usar filtros solares diariamente, e não somente em horários de lazer ou diversão. Utilizar um produto que proteja contra radiação UVA e UVB e tenha um fator de proteção solar (FPS) 30, no mínimo. Reaplicar o produto a cada duas horas ou menos, nas atividades de lazer ao ar livre. Ao utilizar o produto no dia-a-dia, aplicar uma boa quantidade pela manhã e reaplicar antes de sair para o almoço.
• Observar regularmente a própria pele, à procura de pintas ou manchas suspeitas.
• Consultar um dermatologista uma vez ao ano, no mínimo, para um exame completo.
• Manter bebês e crianças protegidos do sol. Filtros solares podem ser usados a partir dos seis meses. 


Fotoproteção
A exposição à radiação ultravioleta (UV) tem efeito cumulativo e penetra profundamente na pele, sendo capaz de provocar diversas alterações, como o bronzeamento e o surgimento de pintas, sardas, manchas, rugas e outros problemas. A exposição solar em excesso também pode causar tumores benignos (não cancerosos) ou cancerosos, como o carcinoma basocelular, o carcinoma espinocelular e o melanoma. Na verdade, a maioria dos cânceres da pele está relacionada à exposição ao sol, por isso todo cuidado é pouco. Ao sair ao ar livre procure ficar na sombra, principalmente no horário entre as 10h e 16h, quando a radiação UVB é mais intensa. Use sempre protetor solar com fator de proteção solar (FPS) de 30 ou maior. Cubra as áreas expostas com roupas apropriadas, como uma camisa de manga comprida, calças e um chapéu de abas largas. Óculos escuros também complementam as estratégias de proteção.


Sobre os protetores solares (fotoprotetores)
Os fotoprotetores, também conhecidos como protetores solares ou filtros solares, são produtos capazes de prevenir os males provocados pela exposição solar, como o câncer da pele, o envelhecimento precoce e a queimadura solar. O fotoprotetor ideal deve ter amplo espectro, ou seja, ter boa absorção dos raios UVA e UVB, não ser irritante, ter certa resistência à água, e não manchar a roupa. Eles podem ser físicos ou inorgânicos e/ou químicos ou orgânicos. Os protetores físicos, à base de dióxido de titânio e óxido de zinco, se depositam na camada mais superficial da pele, refletindo as radiações incidentes. Eles não eram bem aceitos antigamente pelo fato de deixarem a pele com uma tonalidade esbranquiçada, mas Isso tem sido minimizado pela coloração de base de alguns produtos. Já os filtros químicos funcionam como uma espécie de "esponja" dos raios ultravioletas, transformando-os em calor.


Radiação UVA e UVB
Um fotoprotetor eficiente deve oferecer boa proteção contra a radiação UVA e UVB. A radiação UVA tem comprimento de onda mais longo e sua intensidade pouco varia ao longo do dia. Ela penetra profundamente na pele, e é a principal responsável pelo fotoenvelhecimento e pelo câncer da pele. Já a radiação UVB tem comprimento de onda mais curto e é mais intensa entre as 10h e 16h, sendo a principal responsável pelas queimaduras solares e pela vermelhidão na pele. Um fotoprotetor com fator de proteção solar (FPS) 2 até 15 possui baixa proteção contra a radiação UVB; o FPS 15-30 oferece média proteção contra UVB, enquanto os protetores com FPS 30-50, oferecem alta proteção UVB e o FPS maior que 50, altíssima proteção UVB. Pessoas de pele clara, que se queimam sempre e nunca se bronzeiam, geralmente aqueles com cabelos ruivos ou loiros e olhos claros, devem usar protetores solares com FPS 15, no mínimo. Já em relação aos raios UVA, não há consenso quanto à metodologia do fator de proteção. Ele pode ser mensurado em estrelas, de 0 a 4, onde 0 é nenhuma proteção e 4 é altíssima proteção UVA, ou em números: < 2, não há proteção UVA; 2-4 baixa proteção; 4-8 média proteção, 8-12 alta proteção e > 12 altíssima proteção UVA. Procure por esta classificação ou por valor de PPD nos rótulos dos produtos.
Como escolher um fotoprotetor?
Em primeiro lugar, devemos verificar o FPS, quanto é proteção quanto aos raios UVA, e tambémse o produto é resistente ou não a água. A nova legislação de filtros solares exige que tudo que o produto anunciar no rótulo, deve ter testes comprovando a eficácia. Outra mudança é que o valor do PPD que mede a proteção UVA deve ser sempre no mínimo metade do valor do Filtro solar. Isso porque se sabe que os raios UVA também contribuem para o risco de câncer de pele. O "veículo" do produto– gel, creme, loção, spray, bastão – também tem de ser considerado, pois isso ajuda na prevenção de acne e oleosidade comuns quando se usa produtos inadequados para cada tipo de pele. Pacientes com pele com tendência a acne devem optar por veículos livres de óleo ou gel creme. Já aqueles pacientes que fazem muita atividade física e que suam bastante, devem evitar os géis, pois saem facilmente.

Como aplicar o fotoprotetor?
O produto deve ser aplicado ainda em casa, e reaplicado ao longo do dia a cada 2 horas, se houver muita transpiração ou exposição solar prolongada. É necessária aplicar uma boa quantidade do produto, equivalente a uma colher de chá rasa para o rosto e três colheres de sopa para o corpo, uniformemente, de modo a não deixar nenhuma área desprotegida. O filtro solar deve ser usado todos os dias, mesmo quando o tempo estiver frio ou nublado, pois a radiação UV atravessa as nuvens. É importante lembrar que usar apenas filtro solar não basta. É preciso complementar as estratégias de fotoproteção com outros mecanismos, como roupas, chapéus e óculos apropriados. Também é importante consultar um dermatologista regularmente para uma avaliação cuidadosa da pele, com a indicação do produto mais adequado.

Tomando esses cuidados, todos poderão aproveitar o verão com saúde!
EM CASO DE DÚVIDAS, PROCURE UM DERMATOLOGISTA.

por: Juliana Luize Ladeira Estefani, acadêmica de medicina da faculdade FAMINAS/BH e membro da LAMEP.

FONTE:
http://www.sbd.org.br/


       


segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Aula sobre cardiopatias com o Dr. Otoni

No dia 21 de novembro de 2013, às 18 horas, na FAMINAS, a LAMEP teve a honra de receber o ilustre professor da UFMG, médico cardiologista/angiologista, e membro da Comissão Científica do Fórum Científico XXIII e Congresso Internacional de Ciências Cardiovasculares, que acontecerá dos dias 5 a 7 de Dezembro de 2013, em Recife:  Dr. Otoni M. Gomes. 

O tema da palestra foi CARDIOPATIAS. O professor abordou desde o surgimento das primeiras descobertas sobre o funcionamento da circulação corporal feitas por Leonardo da Vince, no século XVI, até técnicas modernas de diagnósticos de cardiopatias. Para isso, perpassou pela anatomia do coração, e pelas patologias que mais acometem esse órgão.
Ao final, os alunos fizeram perguntas que foram esclarecidas pelo Dr. Otoni.

A palestra foi estendida à todos os cursos da área de saúde da Faculdade FAMINAS/BH. E será emitida aos participantes uma declaração que contará como horas extracurriculares pela Extensão da FAMINAS/BH.

A seguir, fotos da palestra:





Membros da LAMEP, com o Dr. Otoni:



quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Novembro Azul





Novembro é o mês internacional dedicado ao combate ao câncer de próstata. Sabe-se que um a cada seis homens morre devido a esse tipo de câncer, e que a prevenção é a maneira mais eficaz para o combate à essa doença. 

A próstata é uma glândula do tamanho de uma noz que só os homens têm. Fica logo abaixo da bexiga e na frente do reto e a uretra, o canal que transporta urina passa através dela. A próstata contém pequeninas glândulas especializadas que produzem parte do líquido seminal ou sêmen, que protege e nutre os espermatozóides.

O câncer apesar de ser uma doença muito grave, é uma doença de caráter preventivo, ou seja, ela pode e deve ser prevenida. O câncer é uma doença de genes vulneráveis à mutação, especialmente durante o longo período da vida humana.

Sinais e sintomas

Em seus estágios iniciais, o câncer de próstata não costuma apresentar sintomas. Dificuldade para urinar pode ser sintoma de câncer, mas também de hiperplasia benigna. É recomendável consultar um urologista se o paciente apresentar os seguintes sintomas:
  • urinar pouco de cada vez;
  • urinar com freqüência, especialmente durante a noite, obrigando-o a se levantar várias vezes para ir ao banheiro;
  • dificuldade para urinar;
  • dor ou sensação de ardor ao urinar;
  • presença de sangue na urina ou sêmen;
  • ejaculação dolorosa.
Os exames:
O toque retal é o teste mais utilizado e eficaz quando aliado ao exame de sangue PSA (antígeno prostático específico, na sigla em inglês), que pode identificar o aumento de uma proteína produzida pela próstata, o que seria um indício da doença. Para um diagnóstico final, é necessário analisar parte do tecido da glândula, obtida pela biópsia da próstata.
A Sociedade Brasileira de Urologia recomenda que todos os homens com 45 anos de idade ou mais façam um exame de próstata anualmente, o que compreende o toque retal feito e o PSA. Segundo especialistas, o toque retal é considerado indispensável e não pode ser substituído pelo exame de sangue ou por qualquer outro exame, como o ultrassom, por exemplo.
Como é realizado o exame de toque e quanto tempo dura? Existe muita resistência?
O exame pode ser feito na posição ginecológica, com o paciente deitado de lado com as pernas flexionadas sobre o tórax, ou, o que é mais apropriado, com joelhos e cotovelos apoiados na mesa de exame. Utiliza-se um lubrificante ou anestésico local e o médico introduz o dedo indicador através do ânus e avalia a próstata em busca de alterações de volume, simetria ou consistência.
Embora pareça muito inconveniente, o desconforto físico não é tão acentuado, uma vez que as fezes normais têm espessura maior do que a de um dedo indicador. O desconforto é mais psicológico e, por isso, para aliviá-lo, o mais importante é uma conversa franca sobre a importância e real necessidade do exame.
Os tratamentos podem deixar o homem infértil?
A cirurgia, a radioterapia e os tratamentos sistêmicos podem causar impotência como evento adverso e raramente a infertilidade.
A preocupação com a vida sexual é muito frequente?
Ela varia com a idade e com a história de vida e composição familiar. De qualquer forma, é sempre um aspecto que deve ser discutido abertamente com o paciente.
A incidência é maior em alguma raça específica?
Não existem dados brasileiros, mas nos Estados Unidos, a incidência em afro-americanos é quase o dobro da incidência em brancos.
Como você vê o futuro dos tratamentos do câncer de próstata?
Ele é extremamente promissor graças ao melhor conhecimento da biologia tumoral e aos novos medicamentos que estão sendo incorporados à prática diária.

Até o Congresso Nacional aderiu à campanha contra o câncer de próstata homenageando o novembro azul com uma iluminação especial esse mês: 

 Vamos lá, todos juntos nessa luta!


Fonte: 
Ministério da Saúde
Instituto Nacional do Câncer
<http://www.ladoaladopelavida.org.br/com-a-palavra/desmistificando-o-cancer-de-prostata>


Caso Clínico: Edema Pulmonar

Caso clínico apresentado no dia 07 de Novembro de 2013, pelas alunas integrantes da LAMEP: Mayara Miranda e Michele Gomes.


Caso Clínico: Edema Pulmonar

O paciente J.A.S, sexo masculino, de 76  anos, deu entrada no hospital no dia 13 de abril de 2013 queixando, principalmente,  dispnéia (falta de ar) aos mínimos esforços.  Foi admitido em Centro Terapia Intensiva geral com insuficiência cardíaca congestiva, doença cardíaca hipertensiva e arritmias cardíacas especificadas (problemas relacionados ao coração). Atendido no pronto-socorro com edema agudo de pulmão iniciado Lasix (diurético) e Tridil (anti-hipertensivo) com melhora. A história da doença atual do paciente era: portador de Hipertensão Arterial Sistêmica e Diabetes insulinodependente e fibrilação atrial crônica com queixa de dispnéia progressiva aos esforços físicos e dor em membro inferior desde a alta hospitalar há um mês atrás quando foi submetido a uma colecistectomia videolaparoscópica.

EDEMA
Edema é o acúmulo excessivo de líquido no interstício e/ou nas cavidades pré-formadas do corpo.

Causas:

  • Hipervolemia aguda
  • Arritmias cardíacas
  • Drogas depressoras cardíacas
  • Infarto do miocárdio
  • Miocardite
  • Isquemia miocárdica grave
  • Hipertensão
  • Doença valvular esquerda
  • Complicações secundárias (não cardiogênico)




  •                            
     



    Localizado
     
    Tipos:


                                                              Generalizado           (Anasarca)






EDEMA AGUDO DE PULMÃO
É o acúmulo de fluidos nos espaços intersticiais e alveolares dos pulmões, resultando em hipoxemia, complacência pulmonar diminuída, trabalho respiratório aumentado e relação ventilação-perfusão anormal.

Histologia dos capilares:




Patogênese:
§  Aumento pressão hidrostática do sangue na microcirculação
§  Aumento da permeabilidade vascular
§  Aumento da pressão oncótica (devido ao aumento da quantidade de proteínas)
§  Retenção renal de sódio e água
§  Alterações do interstício
§  Alterações da drenagem linfática

Manifestações Clínicas:
  • Crescente angústia respiratória:
             - dispneia (falta de ar)
             - aerofagia
             - cianose nas extremidades
  •  Ansiedade e inquietação;
  •  Tosse com expectoração rósea e espumosa;
  •  Letargia e confusão mental





Medidas gerais:
§  Manter o paciente sentado
§  Oxigenoterapia
§  Ventilação mecânica não invasiva – com pressão positiva
§  Ventilação mecânica invasiva

Tratamento Medicamentoso:
§  Diurético
§  Morfina
§  Nitroprussiato de sódio
§  Dobutamina